Esta chuva persistente faz-me lembrar a cena em Macondo, de “Cem anos de Solidão”, quando após décadas de acontecimentos extraordinários, por quatro anos, onze meses e dois dias uma chuva interminável caiu sobre a cidade. Como nos acontece por estes dias em Portugal, no conto de Gabriel Garcia Marquez a chuva constante tornou-se parte da rotina dos habitantes de Macondo trazendo uma melancolia silenciosa e alterando a paisagem, até que o esquecimento e o isolamento se instalaram de vez. É o que dá tanta água, que, além das cheias e derrocadas, nos encharca a alma, e nos faz ansiar por uns raios de sol, que tardam.
Só nos falta perder a fala…
Tale qual... - Esta gente nunca está contente. E continuam a roer na casaca..., -"ai que fome eu tenho,- ai que fome eu tinha..." já enjoa ouvir!
ResponderEliminarTrata-se apenas de um Inverno chuvoso, nada mais.
ResponderEliminarJá tive a oportunidade de ver Invernos frios e chuvosos, Invernos frios e secos, Invernos temperados, etc.
Esta alteração climática (do tempo seco para chuvoso) irá permitir o rápido crescimento das matas e pastagens que mais facilmente irão alimentar o gado que servirá de nosso futuro alimento.
Infelizmente, como há pouca gente no Interior do país e não há vontade/coragem política para a implementação de reformas estruturais irá também "garantir" mais uns habituais incêndios durante o tempo estival.
Outra situação é a erosão (era assim que aprendi quando era criança), hoje chamam a isso "alterações climáticas".
Haverá também o aumento da pressão financeira (o que é bastante positivo, porque não há vontade/coragem política) que irá continuar a orientar o "cernelhamento" intensamente suave, pois o Estado terá que investir na reparação de muitas estradas e outras infra-estruturas.
Tem toda a razão.
ResponderEliminarSão calamidades, e em simultâneo uma grande injeção de capital em largos sectores da Economia.
Ou como dizia Gorki, "Todo o Bom tem um Lado Mau e Todo o Mau tem um Lado Bom".