"Não é da benevolência do homem do talho, do cervejeiro ou do padeiro que esperamos nosso jantar, mas da consideração que eles tem pelos próprios interesses. Apelamos não à sua humanidade, mas ao seu amor-próprio, e nunca falamos lhes falamos das nossas próprias necessidades, mas das vantagens que eles podem obter".
Lembrei-me desta famosa frase de Adam Smith enquanto o médico se exasperava com o tempo que perdia à espera de resposta do computador.
Eu peço desculpa por este compasso de espera, mas de cada vez que dou uma ordem, tenho de ficar à espera de resposta muito mais tempo do que devia, isto é desesperante, aliás, está tudo desesperante no Serviço Nacional de Saúde, e por causa disto, a consulta que devia demorar 20 minutos demora 25 (na verdade o médido disse quarenta, mas não quero exagerar porque bastam estes 25% a mais de tempo do médido para o argumento do post, apesar de confirmar que a consulta estava quase duas horas atrasada), o que quer dizer que fica muito mais gente por atender, que depois se vai acumular nas urgências, etc., disse o médico.
Se, por deficiência de software, de servidor ou de terminal (este tem 20 anos, dizia o médido apontando para o seu computador), ou de tudo junto, um médico demorar mais 25% do tempo que deveria, isto significa que o recurso mais escasso do Serviço Nacional de Saúde (neste caso, médicos, mas pode ser qualquer um dos profissionais de saúde) tem perdas de produtividade catastróficas para o desempenho global do SNS (não sou eu, imagine que isto é assim em todo o lado e veja o que isto significa de desperdício de tempo, continuava o médico desesperado, tão desesperado que desistiu de fazer uma operação simples de transferência de uma marcação para o dia anterior no seu computador para entregar a tarefa a terceiros, permitindo-lhe começar a consulta seguinte).
É aqui que entra Adam Smith: o interesse próprio do médico é despachar o doente dentro de um tempo razoável e respeitando a boa prática clínica, e coincide com o interesse do doente, mas acontece que não é o médico que pode organizar o seu trabalho e fazer opções de investimento que lhe permitam aumentar a produtividade (que, em qualquer caso, não resulta em benefício próprio, quando se consegue qualquer melhoria).
Os interesses de quem decide investir na base informática, na simpatia do atendimento, na rapidez do socorro, na contratação de mais profissionais, numa melhor definição funcional que permita ao médico concentrar-se no que ninguém pode fazer por ele, deixando a terceiros actividades como marcar consultas e outras burocracias, podem não coincidir com os do médico e do doente.
Isso é verdade, tanto no sector público, como no sector privado, mas há uma diferença relevante: nenhum investidor estará satisfeito quando sabe que um investimento em A dá um retorno de 1 e um investimento em B dá um retorno de 10 e alguém decide investir em A.
Investir em médicos, o mais escasso, diferenciado e valioso recurso de qualquer sistema de saúde, para depois o seu tempo se escoar à espera de resposta do sistema informático, é uma coisa que muito mais facilmente acontece num sistema em que a melhoria da produtividade não pode ser apreendida pelo gestor que num sistema em que as melhorias de produtividade resultam em mais retorno para a gestão e o capital.
O facto da saúde ser um negócio (quem diz a saúde, diz a educação, a alimentação, a cultura ou o que quer que seja) tem um problema claro: quem não tem recursos não acede aos bens e serviços resultantes desse negócio.
Juntar foie gras a uma sopa de castanhas não está ao alcance de qualquer um, mas isso não resulta num problema social, já se alguém não tem acesso ao sistema de saúde por falta de dinheiro, a sociedade entende isso como um problema que deve ser corrigido.
Só que isso não implica retirar a saúde do mundo dos negócios, pelo contrário, é o mundo dos negócios que produz o essencial dos que as sociedades necessitam, incluindo saúde, educação, etc., o fundamental é criar mecanismos de acesso que resolvam a falta de recursos para comprar os bens e serviços fundamentais.
A saúde ser um negócio é bom e aumenta fortemente a probabilidade dos serviços de saúde serem prestados de forma mais eficiente, isto é, obter os mesmos ou melhores resultados com menos recursos.
Garantir o acesso a quem não pode pagar depende da boa vontade de terceiros, mas é do interesse próprio do homem do talho, do padeiro e do cervejeiro que, prioritariamente, devemos esperar o jantar.
Eu critico as 7 horas dos FP's, uma parvoice quando os turnos de 24 horas são 8/16/24.
ResponderEliminarDepois a gestão, as PPP eram melhores porquê? No publico não há competencia? Quantos mais Paulo's Macedo há?
Suponho que nos queira convencer que se toda a medicina, hospital, enfermaria, mercado, cozinha e presumo, que também tuk-tuk, Tribunais, Polícias, Forças Armadas, Registos Notariais, Semáforos, Rios, Pássaros, a brisa da manhã, etc., tudo em sendo Privado o mundo seria como antes da maçã ??!!!
ResponderEliminarSe me é permitido opinar: não acredito.
Se o SNS em Portugal, Serviço Nacional de Saúde, nâo satisfaz o "cliente" -que desconta para esse serviço obrigatóriamente- é porque sim, subsistem os erros típicos dos sistemas públicos.
ResponderEliminarSe fosse facultativa a escolha pelo cliente de um sistema: ou um dos públicos(...) ou um dos privados, todos eles teriam que concorrer entre si em termos de qualidade/preço.
Provavelmente o próprio Estado gastaria menos recursos ao selecionar e encaminhar os indigentes. Mitos socialistas são mitos.
"Greed, for lack of a better word, is good"
ResponderEliminarhttps://leiturasimprovaveis.blogs.sapo.pt/lapso-de-comunicacao-79079
Mas olhe que o mercado também tem falhas:
https://leiturasimprovaveis.blogs.sapo.pt/enron-the-smartest-guys-in-the-room-179133
Percebo o racional do post, mas sou apologista de soluções mistas.
Idolatrar o Estado ou o Mercado parece-me contraproducente...
Não é que não satisfaça.
ResponderEliminarO grau de exigência do tuga padrão é que exige red carpete treatment que por acaso até tem.
ResponderEliminarA distinção entre público e privado só faz sentido em países comunistas, no mundo civilizado a distinção não existe. Compete ao Estado gerir, não compete ao Estado produzir.
E o que o HPS diz é mesmo isso, a gestão do SNS é péssima. Confundir isto com a dicotomia privado/público é colocar deliberadamente e com orgulho, palas nos olhos.
Essa experiência é num hospital sns?
ResponderEliminarNão percebo o porquê de lá ir quando há privados que proporcionam melhor serviço.
Era bom que tudo fosse mais um negócio, com o mercado de Adam Smith a ditar as regras, saúde, educação, gestão combustíveis e habitação. Mas em Portugal é Estado e Estado, com o contribuinte a pagar. Felizmente os padeiros e cervejeiros ainda operam em mercado liberalizado, caso contrário tínhamos acesso livre e gratuito a esses serviços, e estes entravam em colapso.
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ResponderEliminarMuito pior do que na saúde é no sistema bancário. Aí é que costumo ver - aliás, vejo sempre - funcionários à espera tempos infindos que o computador responda. E é em bancos privados!
ResponderEliminarsó concordo com o estado mínimo: Forças Armadas e de Segurança. Todos os outros serviços funciona melhor fora do estado: este começou como 'estado paizinho e acabou em ladrão'. os estados atuais parecem o 'pinhal da Azambuja', o único que não arde. Cansa tanta macacada.
ResponderEliminarPor definição num País dito Comunista, os meios de Produção são pertença Colectiva, assumindo o Estado a representação do Colectivo.
ResponderEliminarLogo, tirando bens de utilização pessoal e familiar, e ainda as relações familiares, o resto é Público.
Sempre houve diferentes graus de organização, entre os Estados onde ocorreram experiências de colectivizacao, sendo os resultados bastante diferenciados.
Assim. A URSS conseguiu passar na práctica, da idade média a era do Espaço em menos de um século, e a China quase no mesmo período temporal, de um subdesenvolvimento absoluto para quase primeira economia mundial.
Mundo Civilizado ?
O mal da saúde como negócio é que em esgotado o teto do seguro, lá se vai o tratamento e a vítima leva um chuto que é para aprender a não ser tonto.
ResponderEliminarAí tem de ir bater á porta do Público, mas essa já é a parte da história que os nossos ""Liberais"" (com aspas a dobrar) preferem nunca falar.
Tenho sempre esta dúvida: este comentário resulta da incapacidade de ler e interpretar um texto simples, ou é só vontade de falar sem ter nada para dizer?
ResponderEliminarNão percebendo isso, é natural que nem o texto que escrevi consiga perceber
ResponderEliminarEu não tenho esse tipo de problemas, vou, como a humanidade que pode escolher, ao sistema de saúde norte coreano onde não há problemas desses e funciona tudo maravilhosamente bem.
ResponderEliminarExperimente e vai ver que fica cliente, não é por acaso que toda a gente que tem dinheiro suficiente vai tratar-se à Coreia do Norte.
ResponderEliminarCamarada António Filipe,
1o, a Rússia já estava a se industrializar a bom ritmo antes de 1917
2o, a partir da década de 1960, produção industrial russa estagnou
3o não fossem os Aliados a ajudar o Estaline, e o comunismo tinha acabado em 1940 (não que fizesse diferença para os russos. Com Estalin ou com Hitler, o destino deles seria o mesmo: gulags, fomes e misérias)
Depois dá o exemplo da China, que até Deng Xiaoping ter autorizado o capitalismo, era do mais miserável que havia no planeta. A única coisa que o comunismo produziu foram fomes e prisões.
Mas se para si o brilharete económico justifica o regime político, suponho então que seja o fã número um do Estado Novo e de Salazar ?
Não parece é que esse seja o tema.
ResponderEliminar"-que desconta para esse serviço obrigatóriamente-"
ResponderEliminarTudo bem visto so acrescento a fomes e prisoes alguns milhoes de mortos coisa nada dispecienda mas pela qual os comunistas nunca respondem
ResponderEliminarExperimentou ser cliente de um banco publico quando em Portugal so havia bancos publicos?
ResponderEliminarE se pudessemos escolher ir ao SNS ou Privado na saude e o estado pagava igualmente um e outro servico?
ResponderEliminarE se na educacao podessemos escolher entre escolas privadas e escola publica atraves por example de um cheque ensino?
Nao acha melhor?
Nem de perto nem de longe, foi dito que um brilharete, econômico ou de outra natureza, justificasse fosse o que fosse.
ResponderEliminarAcontece que a história é o registo de coisas que foram e não o ideal desejado.
Reconhecer, por ex., o enorme salto econômico e sociológico, ocorrido com O. Salazar não é ser fã (não vejo também q tenha mal) é admitir um facto histórico.
Não há um manual de "boas maneiras" no desenvolvimento dos países nem este é por obrigação, linear e alcatifado.
Entre a história e a moral por vezes há um abismo.
Pois. Acontece que a ironia não contradiz nem esclarece:
ResponderEliminarNo privado em o paciente não tendo dinheiro não há tratamento nem cura, em chegando ao limite coberto por seguro, finito o tratamento.
Sendo assim e enquanto não ocorrerem alternativas, o SNS é de longe o melhor que já aconteceu no País.
Caro senhor.
ResponderEliminarSe vamos falar das multidões de mortos da história, olhe que a coisa toca a todos.
Pode começar por Godofredo de Bulhão depois da conquista de Jerusalém em nome da Cristandade.
A história da humanidade, desde a mais remota antiguidade, tem sido uma persistente caminhada, com algumas quedas aparatosas e mazelas á mistura.
Como disse alguém: é a história dum matadouro.
Mas o sentido é inegavelmente, ascendente.
Desconta para vários serviços. Obrigatoriamente. Muitos dos quais não usa. E?
ResponderEliminarNormal que não se percebam coisas que fazem pouco sentido.
ResponderEliminarSe posso escolher o talho, escolho o que tem melhor carne ä medida das minhas possibilidades. Não escolho o que tem carne à conta do Estado, e depois enquanto como o bife disserto como quão maus são os talhantes estatais.
O Estado a pagar? Então e o mercado, livre concorrência e afins? Liberalismo de rendas garantidas é top.
ResponderEliminarÉ impossível discordar com este texto
ResponderEliminarLiberalização da saúde era para ontem. Mercado a funcionar, tal como nos sectores que funcionam, como retalho, restauração e hotelaria. Fosse a saúde um negócio regida pelas regras da livre concorrência, todos teriam acesso aos melhores serviços, por preços competitivos, dentro das diferentes gamas de rendimento, tal como no retalho, restauração e hotelaria.
ResponderEliminarUma Blackwater faria melhor serviço que as FA (mal) geridas pelo Estado, e a menor custo.
ResponderEliminarO mesmo para empresas de Segurança privadas.
Mesmo a Justiça tenho dúvidas que deva ficar sob alçada estatal.
A resposta do hps foi assertiva e factual. Já o seu comentário de factual tem pouco, apenas contém ideologia.
ResponderEliminarA saúde é sempre um negócio pode é ser organizado para servir os utentes ou para servir outros vários interesses desde partidários ao de alguns próprios profissionais da saúde como vimos recentemente, são pessoas da saude a dizer que o sns esta refém de alguns que lá trabalham.
ResponderEliminarPor mim livre escolha entre privado e sns com o estado a pagar igualmente o serviço a quem o prestasse seria a melhor solução.
Eu (e milhares de trabalhadores) temos no currículo uma greve de vários dias em defesa da não integração da nossa caixa de previdência no sns porque percebemos que iriamos ficar com serviços de saúde muito piores que os que tinhamos. A criação do sns é um mito na medida em consistiu em juntar todas as caixas de previdência que havia e eram muitas e meter lá dentro toda a gente. Não era que não fosse justo dar assistencia na saude a quem não tinha mas as coisas deveriam ter sido feitas de outra maneira. A politica dos comunistas e socialistas é sempre a mesma dividir o bolo que foi construído e pago por alguns por todos o que leva a ficar toda agente mal
Eu critico os FP não poderem ser despedidos como qualquer privado.
ResponderEliminarIsso e, ao contrário do privado, poderem abertamente falar do patrão. Não gostam, é mudar de vida.
Bem me parecia que era um problema de interpretação básica de um texto simples.
ResponderEliminarEm algum momento eu disse que a carne do talho não prestava e havia outro ao lado a melhor preço?
Não, claro que não, limitei-me a referir uma ineficiência no atendimento do cliente que resulta de prioridades trocadas nas opções de gestão que resultam dos interesses do talhante e do decisor poderem não ser os mesmos.
A sua ideia de que o Estado tem sempre dinheiro é desmentida pela qualidade de atendimento na saúde de países como a Venezuela, Cuba ou a Coreia do Norte e é, frequentemente, demonstrada em circunstâncias concretas dos serviços estatais de saúde, como é o caso das listas de espera, de urgências encerradas, de problemas no socorro médico, etc., etc., etc..
ResponderEliminarO facto dos mercados não serem perfeitos a não ser nos livros de economia, não significa que a alternativa aos mercados seja melhor.
A verdade é que vai muita gente ao sistema de saúde americano, que é o sistema mais inovador, que produz mais patentes e que tem os tratamentos de ponta mais avançados, ao contrário do que acontece na Coreia do Norte, na Venezuela ou em Cuba (Cuba tem, para uma parte ínfima da população, cuidados de saúde razoáveis).
ResponderEliminarIsso não significa que esteja tudo bem, o sistema americano tem um problema de acesso muito sério que deixa quase um quinto da sua população sem acesso ou com acesso difícil a cuidados de saúde, do que resultam indicadores globais de saúde da população piores que em muitos outros países.
Como já escrevi acima, o facto de um sistema ter problemas não significa que as alternativas são melhores, a falácia habitual dos estatistas.
Se o Estado pagar acaba a concorrência na prestação de cuidados ou na produção de bens?
ResponderEliminarPode explicar isso melhor?
É que a realidade que conheço é que, por exemplo, em mercados fortemente estatais no pagamento, como os que dizem respeito à guerra, há milhares de empresas em concorrência entre si para ganhar contratos.
Numa coisa o Sistema Bancário funciona impecávelmente:
ResponderEliminar- A cobrar comissões por tudo e por nada, incluindo ter lá o nosso dinheiro, com que são financiados os negócios deles, sem pagar qualquer tipo de comissao ou vantagem ao depositante.
Tudo isto á vista do Estado que sabendo finge que não vê.
Pode ser que isto agora, seja liberalismo.
No meu tempo chamava-se Saque, Rapina e Escroqueria.
É livre de acreditar no que quiser.
ResponderEliminarMas Forças Armadas e de Segurança Civil, Policias Incluindo Aduaneiras e Fiscais, Investigação e Judiciais privadas, semi privadas, ou cor de burro a fugir, podem rapidamente tornar-se em declives escorregadios, perigosos e difíceis de reverter.
Como dizia não sei quem; cuidado com o que se deseja.
Bem me parecia que era um problema de interpretação básica de um comentário simples.
ResponderEliminarQuando sou mal servido vou a outro sitio. E em Portugal não faltam opções na área da saúde, com atendimento de qualidade.
Haverá mais europeus a recorrer aos serviços de saúde americanos ou americanos a aceder aos serviços universais europeus? É pesquisar...
ResponderEliminarO Estado não paga, quem paga são os contribuintes. Sou livre de apenas querer pagar serviço universais e gratuitos enquanto contribuinte, e pagar eu livremente pelo acesso ao mercado privado, ou tenho de concordar com capitalismo de Estado a la carte?
ResponderEliminarPortugal devia ser como Nederlands
ResponderEliminarSeguro de saúde privado para todos. Quem não tem, ou não tem acesso a serviços, ou paga do bolso. E com acesso restrito aos serviços de saúde, não é aparecer no hospital quando se espirra.
Onde é que está o liberalismo de rendas garantidas?
ResponderEliminarÉ uma fórmula sim do cidadão ter acesso a melhores serviços fornecidos por entidades públicas ou privadas em concorrência.
É uma fórmula de os politicos no poder deixarem de despejar dinheiro sobre os problemas sem cuidarem das reformas necessárias para que os problemas se resolvam.
Até que nem é o estado a pagar o estado não paga nada a ninguem, quem paga tudo são os contribuintes individuais ou colectivos, como todos sabemos, através dos impostos e uma melhor racionalização dos gastos leva a menos impostos e melhores serviços.
Explique em que ponto do texto eu escrevi que fui mal servido?
ResponderEliminarRepare, eu não disse que um sistema é melhor que o outro, só disse que nos sítios de onde os privados são excluídos, o problema não fica resolvido.
ResponderEliminarQuem está aqui há tempos infindos a tentar dizer que os sistemas estatais são melhores, usando a falácia habitual de dizer que há problemas de acesso quando se paga (grande descoberta) é que tem a responsabilidade de explicar em que medida sistemas pouco eficientes dão melhores resultados.
Quanto à pesquisa, esta é a resposta da inteligência artificial (que não vou verificar porque a pergunta, em si, é absurda):
ResponderEliminar"Não há dados exatos que comprovem um fluxo maior de americanos para tratamento na Europa do que europeus nos EUA, mas a tendência é que
Entretanto em Espanha...https://elpais.com/espana/comunidad-valenciana/2025-12-11/ribera-salud-el-ocaso-de-la-gran-ofensiva-privatizadora-contra-la-sanidad-publica.html
ResponderEliminar
ResponderEliminarVenezuela, Cuba ou Coreia do Norte ?!
Pensei que a ideia era o SNS de Portugal.
Depois essa de o Estado ter sempre dinheiro, francamente...
Quanto ao resto;
O SNS foi uma das melhores realizações ocorridas no Portugal pós Abril.
Não nasceu perfeito, não é perfeito, provavelmente passarão muitas Luas antes que o seja, se é que algum dia o será.
De qualquer forma, já garante assistência médica e comparticipação em medicamentos a milhares de Portugueses.
Também é uma referência Internacional de que Portugal pode justificadamente se orgulhar.
Admito que cause engulhos muito embora nunca tenha visto uma justificação do porquê.
Aliás nem se vê onde está a questão; quem preferir assistência Privada e em tendo posses que o permitam, faz favor; fiquem com o caminho todo e as melhoras.
ResponderEliminarCamarada António Filipe,
Este é um bom exemplo da forma de debater da esquerda. Fala-se de alhos, respondem com bugalhos.
1. O HPS criticou a gestão do SNS
2. Você fala em público vs privado
3. Eu argumentei que público vs privado não era o ponto, mas sim a gestão
4. Você defendeu que alguns países comunistas tiveram períodos de crescimento económico
5. Eu mostrei que isso apenas aconteceu quando deixaram de ser capitalistas, e em em todos os casos teve enormes custos em vidas humanas
6. você termina a elogiar ditaduras
Sobre o tema em discussão, a forma de gestão do Estado na saúde, tem algo a acrescentar ? Ou vamos continuar a encher chouriços com redondos vocábulos ?
Mas o que sugere é que se deixe sem cuidado médico os que não podem pagar ficando o Sistema de Saúde para a parte da Sociedade que pode.
ResponderEliminarChama-se inclusão, presumo
Bem observado.
ResponderEliminarMais uma treta liberaloca.
ResponderEliminarA saude para funcionar bem não precisa ser um negócio. Precisa apenas de ser organizada no sentido da obtenção de resultados responsabilizando quem não cumpre, a começar por cima, correndo com quem não presta e remunerando devidamente quem é profissional, eficiente e eficaz.
Quando a saude é um negócio, as doenças que não são rentáveis são "justificadamente" excluídas dos serviços e quem tiver o azar de as ter ou nada em dinheiro ou morre. Os plafonds dos seguros de saude revelam bem essa faceta e as PPP's tão elogiadas também fazem a sua parte despachando os doentes "não rentáveis" para o publico. Por alguma razão o publico é para onde todos vão quando todos que prestam serviços de saude não publicos e/ou os bolsos dos doentes falharam.
Tal como o homem do talho,o padeiro ou o cervejeiroa, quando esgota o plafond tem de se recorrer às instituições de caracter social publicas e sociais não publicas suportadas em boa parte pelo publico. A receita é sempre a mesma.
O resto, como o post, é treta, mas donde vem não se espera mais.
despachar o doente dentro de um tempo razoável e respeitando a boa prática clínica, e coincide com o interesse do doente,
ResponderEliminarO interesse do doente não foi cumprido, segundo esta frase. No restaurante, se demorar o dobro do tempo que devia, mesmo que a comida seja boa, é-se mal servido.
Acha que uma coisa desculpa a outra?
ResponderEliminarTem razão, o hps
ResponderEliminarPode comprovar a sua pesquisa aqui
https://grcglobalgroup.substack.com/p/the-rise-of-medical-tourism-why-americans
Antes de mais se ler tudo de novo vai ver que não tem razão.
ResponderEliminarQuanto á gestão do SNS que quer que lhe diga ?!
Tem defeitos e imperfeições que importa corrigir ? É óbvio que sim e espero que eles tenham um mecanismo de aperfeiçoamento e correção, que vigie procedimentos e métodos corrigindo, em permanência sempre que tal se justifique.
Permito-me ainda, lembrar-lhe que um mínimo de lisura não ficava mal;
Reconhecer factos não é ser fã de coisa nenhuma.
E não me chamo António Filipe, já agora.
Pelos vistos não sabe a real história da criação do serviço nacional de saúde.
ResponderEliminarEra bom que soubesse.
Na minha caixa de previdência antes do 25 de Abril evidentemente que já tinha assistencia médica para mim e para a familia, comparticipação nos medicamentos alguns até era total, e nas muitas outras caixas de previdência igualmente.
Os beneficiários da minha caixa de previdência que funcionava bem (podiamos escolher entre os médicos que tinham acordo e eram vários o que levava a que quando precisávamos não tínhamos que esperar para consultas) não aceitámos a integração no sns e fizemos greve até garantir a autonomia relativa da nossa caixa de previdência, já sabiamos que sendo integrados no sns iriamos ficar muito pior servidos na assistencia na saúde.
O negócio dos bancos sempre foi fazer dinheiro com o dinheiro dos outros, quando é que não foi assim?
ResponderEliminarIsso é tapar o Sol com a peneira.
ResponderEliminarA questão é os Bancos fazerem Negócio e Lucrar, com fundos alheios á sua guarda, sem que estes sejam remunerados.
É isto que o Estado vê e deixa andar
Ora deixe-me disso.
ResponderEliminarSabe perfeitamente que antes do 25 ABR só alguns grupos beneficiavam de sistemas assistenciais, e depois o Sistema SNS alargou a cobertura a toda a População.
Do ponto de vista dos Portugueses, da maior parte dos Portugueses, é que o Sistema de Saúde USA, fica um bocado longe.
ResponderEliminarAlém disso o bilhete do autocarro é caro.
Mas claro que quando formos todos ricos iremos á consulta na América.
Excelente exposição, clara, concisa e focando o essencial.
ResponderEliminarSó lamento que as últimas duas linhas do seu post sejam verdade.
ResponderEliminarO post é uma espécie de texto da Ayn Rand, uma feroz opositora do Estado Social, que fez carreira (literária e não só) a descascar o socialismo, mas que quando foi preciso bem se pôs a viver a expensas da maldita Segurança Social que desprezava.
ResponderEliminarGente fina sempre foi outra coisa.
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