sexta-feira, 14 de novembro de 2025

Deixem-nos trabalhar!

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Extraordinário é que ao fim de 50 anos o país continue refém dos sindicatos comunistas, que querem presentear o país urbano com uma Greve Geral. Claro que o incómodo se fará sentir principalmente nos serviços prestados directa ou indirectamente pelo Estado, justamente por aqueles funcionários que vivem refastelados nas garantias e privilégios que lhes garante um ordenado ao fim do mês. O país real, mal ou bem, contornará as contingências mitigando o impacto da greve nas suas vidas, que será enorme nos noticiários, bem se vê. Extraordinário é que o país real não se rebele contra a classe minoritária, uma bolha partidária, que apesar da irrelevância eleitoral, de tempos a tempos faz prova de vida violentando o povo que precisa de trabalhar, bloqueando os transportes públicos, as escolas e os hospitais.


Esta é a prova da enorme desigualdade que grassa neste jardim à beira-mar plantado: toda uma população, sedenta de trabalho para pôr pão na mesa, refém de 8% de trabalhadores sindicalizados e dos partidos que os manipulam. Este facto é a confirmação de que urge uma reforma radical na Lei Laboral. Como em muitas outras coisas em Portugal, coexistem dois países: o do antigamente agarrado a velhos privilégios, como rendas de casa baratas ou emprego para a vida, e a enorme maioria silenciosa que já aprendeu como irritar os responsáveis pelas suas misérias: votar no Chega.


A propósito: gostava de saber qual a posição do Chega no que refere ao Pacote Laboral de Montenegro, e à greve geral anunciada pelo Partido Comunista, escondido atrás da CGTP.

20 comentários:

  1. É um facto que são menoritarios,  representação parlamentar incluída.


    Mas isso só adensa o enigma.


    Porque é que o resto do conjunto, enormemente maioritário, não legisla para pôr as coisas no devido lugar ???

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  2. O que há a fazer é simples, barato e dá milhões e depende da vontade/coragem política para implementar, rapidamente e em força, reformas estruturais a começar, repito a começar pela abolição do salário mínimo, liberalização dos despedimentos e abolição dos descontos seguindo-se outras reformas estruturais, caso contrário, a pressão financeira irá continuar a orientar as novas "cernelhadas" de modo intensamente suave.

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  3. É uma casta.
    A única alteração à lei seria equiparar trabalhadores do público ao privado.

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  4. O João Távora parece esquecer que só faz greve quem quer. Ninguém é obrigado. E quem a faz até perde o salário do dia, ou seja, é punido por fazer.
    Nenhum trabalhador, do Estado ou privado, é obrigado pela CGTP a fazer greve.

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  5. Tocante, a ingenuidade ( angelical? ) do comentador "balio"...
    Jueomenha

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  6. O factor capital organiza-se melhor porque são menos. Qual é o problema do factor trabalho tentar fazer o mesmo? A união faz a força - o problema é a selfie ter desfeito a noção de classe social, agora somos todos ricos, pelo menos nas fotos das redes sociais.


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  7. os + de 200 sindicatos sobrevivem para destruir a economia porque são pagos pelos contribuintes

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  8. as várias tendências do PS impedirão sempre qualquer legislação para benefício dos portuguesas e parecem adorar a manutenção de 20% de pobres

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  9. Totalmente de acordo !


    No anterior regime o funcionalismo era protegido. 


    A base lógica era ser mais mal pago que o privado pelo que beneficiavam de certas regalias (não podiam ser despedidos, vista grossa face a certas infrações, etc.)


    Por alguma estranha razão a situação mudou, estão ao nível do privado, mas as tais regalias permaneceram.


    Também por alguma estranha razão os ilustres representantes do povo, falam de tudo e mais alguma coisa, mas desta, passam sempre ao largo.

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  10. Quer sugerir que o grevista não seja "punido", isto é, ganhe sem trabalhar?

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  11. A pergunta, que sabe a resposta, é: Onde estão os sindicatos que abraçaram 3,8 milhões de trabalhadores, até 2022? O exemplo principal é o S.T.O.P (que eram 9304873 sindicatos... montados por um empresário e 74 advogados, do PSD, Chega e IL), que chegou a ter 3 milhões, de associados. Ou onde andam os super sindicatos, de enfermeiros, e médicos e pessoal de diagnóstico, que chegaram a pagar 87 milhões de euros, a quem fazia greve, para não perder rendimento. Todos os líderes, principalmente dos enfermeiros, desapareceram. Há 1 que, hoje, é parte do ministério da saúde, como consultor e salário de 93000 euros anuais (trabalha a recibos verdes). A pergunta, que devia ser feita: como é que esse, representante de 35000 enfermeiros, públicos e 87300 noutras funções, desaparece e é nomeado, para o governo? 
    Isso sim devia ser explicado... por isso e pelos seus colegas. 

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  12. O sr. João Távora tem toda a razão. Na ditadura as greves estavam proibidas e como se sabe, as pessoas viviam felizes, o bem-estar era geral, havia operários remunerados justamente e não miseráveis colaboradores como hoje em dia. Salazar protegia o mundo do trabalho e na escola aprendíamos os efeitos da greve no corpo social através do exemplo metafórico do estômago. Era o tempo da imbecilidade promovida a valor pátrio. Tenho pena que o sr. João Távora não tenha florido em tal jardim. Seria o seu paraíso. Azar.

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  13. O patrão Estado continua a ser o melhor... embora os seus trab... colaboradores só se queixem dele. Nisso são como os privados, somente estes põem-se a andar quando podem.
    Menos Estado, menos Estado... desde que não mexam no meu queijo 

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  14. Nunca participei de uma greve em toda a vida.


    Sou da opinião que a greve é o equivalente a terrorismo de baixa intensidade.


    Parece-me que o correcto é quem não está bem procurar um lugar onde esteja melhor.


    De igual modo a entidade patronal em achando que o trabalhador não corresponde deve poder substituir sem mais.


    Acredito sinceramente, que á boa entidade patronal nunca faltarão trabalhadores e de igual modo, ao bom trabalhador, sobrarão sempre entidades patronais.


    Foi isto que toda a vida vi acontecer com mútuo benefício das partes.

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  15. Sem que aos pagantes seja pedida opinião.

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  16. Não, não sugeri nem sugiro tal coisa.

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  17. Esse partido tem de trabalhar mais o lado comunicacional, deixando de falar para a Comunicação Social e passando a falar directamente para a população.


    Parece que falando para uma chegam á outra, mas é um pouco mais complexo.

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  18. A Ciência não explica tudo e ainda bem.


    Certas coisas ficam melhor  inexplicadas.

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