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O apagão de ontem relevou-nos a importância da radiodifusão, das velhinhas ondas hertzianas cuja emissão convém manter por mais inútil que pareça – julgo que já só a Antena Um transmite em Ondas Médias (em minha casa não consigo captar) que tem vantagens funcionais em relação às Frequências Modeladas em caso de emergência. Aquilo que parecia inconcebível aconteceu: depois do almoço, ficámos progressivamente todos desligados. Primeiro desligados da rede telefónica fixa, depois da rede celular de telemóvel e finalmente da internet (móvel e fixa). A jornada serviu principalmente para percebermos as fragilidades que o nosso modo de vida excessivamente dependente da tecnologia encerra. De demasiadas tecnologias.
Da experiência urge tirarem-se profilácticas ilacções sobre as causas e responsabilidades pelo do sucedido, mas principalmente (porque o imprevisto acontece) sobre a necessidade de elaboração de planos de contingência para outra situação semelhante que venha a suceder. Convenhamos que, se um evento destes não for rapidamente sanado como foi o caso, ele pode gerar um grave problema de repercussões incalculáveis. O nosso modo de vida funda-se na facilidade de comunicação, na transação rápida de informações.
Estaria certamente fora das minhas cogitações, mas o facto é que ontem estive quase doze horas impedido de fazer um simples telefonema para os meus filhos – em tempos que já lá vão a rede telefónica tinha alimentação de energia própria, ou estarei enganado? Lá em casa valeu-nos o pequeno rádio portátil para passar um inesquecível dia… incontactáveis.
Valeu-nos principalmente o apagão ter tido uma resolução rápida.
O rádio a pilhas faz parte do kit de sobrevivência que alguns governos europeus estão a promover para os seus cidadãos
ResponderEliminarentreguem o país aos sábios dos sindicatos, políticos de esquerda e direita, comentadores.
ResponderEliminarquando roubam à formiga «quem tem o melão na mão, é o ladrão»
Os apagões não são novidade; cubanos e venezuelanos conhecem essa realidade perfeitamente.
ResponderEliminarTudo isto se deve à falta de investimento em manutenção/melhoria nas redes eléctricas.
Em Espanha, outro país onde a esquerda governa, a falta de investimento nas redes eléctricas originou o apagão que derivou para Portugal que encerrou as antigas centrais termo-eléctricas a carvão, devido às "políticas ambientais" derivadas da burrice sobre o pseudo-aquecimento global.
Financeiramente, importar energia sai mais barato, estrategicamente corre-se o risco destes apagões.
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Desligaram da internet devido ao telemóvel ter ficado sem bateria , ou a rede falhou?
ResponderEliminarNem com apagão. Prefiro o silêncio a ter de ouvir os nossos jornalistas.
ResponderEliminarUm telemóvel recebe perfeitamente FM e pesa menos e ocupa menos espaço que um rádio a pilhas.
ResponderEliminarExacto. E carregas o telemóvel com a força da mente.
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ResponderEliminarUm telemóvel aguenta carregado durante uns bons 5 dias. Pelo menos o meu aguenta.
ResponderEliminarE ao fim de 5 dias... pois.
Falar sem perceber do que se fala dá nisto.
Se não lhe mexer, claro que aguente 5 dias. O diabo é quando acede ao rádio, aguenta umas horas, não mais.
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ResponderEliminarAo fim de 5 dias, aliás muito antes disso, estou a morrer de fome porque as caixas Multibanco estão inativas e não me dão dinheiro e, serm dinheiro, não posso comprar de comer.
O maior problema, a meu ver, é esse. Como é que uma pessoa compra de comer se não tem acesso à sua conta bancária?
ResponderEliminarquando acede ao rádio, aguenta umas horas, não mais
Não.
O meu telemóvel (um F2 barato, compra-se em qualquer loja por 20 euros) aguenta bateria por cinco a sete dias mesmo ouvindo rádio uma hora por dia.
Ouvir rádio gasta muito pouca energia porque o telemóvel só tem que captar ondas. Não tem que ele mesmo emitir ondas para a antena.
Além disso, o nível de som é muito baixo, porque só tem que chegar aos auriculares. Ao contrário de um rádio a pilhas, que emite para o ar envolvente.
ResponderEliminarNo meu caso, a rede (Lycamobile) falhou. Fiquei completamente desconectado até bem depois de a luz ter regressado.
ResponderEliminarimportar energia sai mais barato, estrategicamente corre-se o risco destes apagões
E se o apagão tivesse tido origem em Portugal e não em Espanha?
As conexões entre redes são úteis não somente por permitirem eletricidade mais barata. A Espanha levantou a sua rede em boa parte apoiando-se em importações de França e de Marrocos.