sábado, 15 de junho de 2024

Repito-me

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Não é a primeira vez que digo isto: pessoalmente, sou absolutamente contra o gasto de dinheiro dos contribuintes neste tipo de coisas.


Não quer dizer que se fosse eu o presidente da junta, não acabasse yambém a decidir fazer isto, porque a tomada de decisão em políticas públicas é, de maneira geral, colectiva, e o resultado é muitas vezes diferente daquele que quem está no topo do processo decisão acharia melhor mas, pessoalmente, não vejo por que razão o dinheiro dos mais pobres deva servir para oferecer festas aos remediados, classe média e ricos.


Não vejo qualquer interesse cultural no esbanjamento de dinheiro com a contratação de artistas cujos critérios de selecção são obscuros, não vejo razão para gastar recursos a fazer barracas de comidas e bebidas (de maneira geral, acabando em preços mais altos para os consumidores que os que seriam gerados por processos liberais de celebração colectiva) e mais um conjunto de coisas, e muito menos vejo o interesse social em celebrar um dia, o 13 de Junho, com uma festa, paga pelos contribuintes, quase contínua entre 31 de Maio e 15 de Junho.


Uma coisa é a intervenção pública em património em risco (seja ele cultural ou natural), outra coisa é a intervenção pública no financiamento do ensino ou acesso a bens culturais, outra coisa é a formação de públicos para acções culturais diferenciadas, mas nenhuma destas três coisas está em causa nos rios de dinheiro que são gastos pelo país todo em festas e festarolas.


Eu compreendo que as comunidades precisem de rituais celebratórios, mas o que está neste cartaz, que está longe de ser caso isolado, duvido que consiga passar qualquer teste minimamente sério de avaliação do custo/ benefício social dos recursos aplicados nisto.


Não entendo, não entendo, não entendo.

22 comentários:

  1. Subscrevo na totalidade. 
    Não é por snobeira, é mesmo por indignação na redistribuição do dinheiro dos contribuintes. 
    Lá que alguém queira organizar estes eventos e as autarquias se abstenham de cobrar impostos, ainda vá, agora gastar para gáudio de uma percentagem muito pequena dos munícipes, não 

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  2. https://www.caoquefuma.com/2024/06/repito-me.html

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  3. A palavra Populismo desta vez não apareceu no texto. Fosse o Presidente da Câmara do Chega  já estaria?

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  4. Não sei o que é uma acção cultural diferenciada, mas soa àquelas coisas que os artistas de esquerda dizem fazer.
    Discordo de todo e qualquer tipo de subsídio público a festas, beberetes, alargado a Euros, Rallies de Portugal, Feiras do Enchido, passeatas dos carros clássicos, fogos de artifício em 1 Jan e jornadas da juventude. 

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  5. As festas do cartaz são da Junta de Freguesia de Campolide, que é PS. Se não tivesse bons vidros duplos ontem tinha gramado com o Toy toda a noite. 

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  6. Sendo isso verdade, não é menos verdade que nenhum dos partidos se distingue dos outros nesta matéria

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  7. onde se gasta dinheiro




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  8. Exacto. A Junta da Estrela é igual ou pior e é PSD. Em comum têm o acesso a vastos receitas fiscais das zonas “ricas” e a uma vasta população de escassos recursos económicos para “cacicar” e permanecer no poder. 

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  9. Eu também sou contra as festas e mais festas, o "circo" e mais "circo". É preciso manter o povo inculto e alienado!
    Disse bem: "não vejo por que razão o dinheiro dos mais pobres deva servir para oferecer festas aos remediados, classe média e ricos".



    E nas redes sociais a maior parte dos assuntos são tipo: "para oferecer festas aos remediados, classe média e ricos". Não entendo, não entendo, não entendo.

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  10. Isto é a política do pão e circo. Nada de novo. É assim que se compram os votos da populaça. Garantidos os votos, depois faz-se o que se quer. Até novas eleições e novas festas para dar ao povo o pão e o circo que faz esquecer o que não se fez ou se fez mal feito. Em todas as localidades do país é assim. De uma pobreza franciscana, mas é o país que temos. 

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  11. E no entanto as pessoas aparecem.
    Se calhar faz algum sentido o circo oferecido àqueles cujo pão não dá para mais. Têm algumas horas de prazer de uma vida da treta a ouvir a Ágata? Menos mal.
    Antes isso que espaços culturais às moscas porque ninguém liga.
    Sou contra, e não sou cliente, mas compreendo até certo ponto.
    Claro que também há quem não entenda como se gasta o dinheiro dos pobres numas JMJ ou num Rally de Portugal, mas nesses casos costumam aparecer explicadores.

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  12. Eu li o seu comentário. Mas muitos não leem, apenas querem escrever.Também parece que o autor não liga aos comentários.

    A política do "pão e circo" existe em quase todo o lado e também nos blogs. Em parte porque o povo gosta muito disto!  Milhares de anos depois, não evoluíram.

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  13. Pior ê a atitude relaxada das autoridades durante a festa. Perto de onde vivi, junto ao colégio militar de Lisboa, havia anualmente uma feira ou festa. Numa das ruas próximas, eram carros de uma ponta a outra em cima do passeio, obrigando a fazer o percurso pedestre usando a estrada (e não era zona onde se andasse devagar). Quando perguntei a um polícia o porquê de não multarem ou rebocarem (até porque era zona onde tradicionalmenteeram activos), disse haver ordens para naofazer nadadurante o evento.

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  14. Acabar com os subsídios.
    O acabar com festas, festinhas e festarolas vinha logo a seguir.
    Só existem porque há subsídios .Ponto.

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  15. ao contrário, acho que entende, e apesar de repetir que "nao vejo", nao quer é ver. 
    Alias coloca aqui uma essencial questao,  para discussao, e ate tem a coragem de dar bons exemplos. No ver do senso comum.
    Já agora : como seria o mundo se só existisse o senso comum...
    .....
    Entao a questao essencial é (e retirei da sua frase o pobres ) :



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  16. É o estado a exercer a sua “função social”. A gente julgava que a função primordial do estado era fornecer segurança, justiça e proteger o bem comum, mas não, é cobrar pelo pão e pelo circo. A Agata quando canta é para todos, é como o sol quando nasce e como as casas no centro das cidades. A outra também dúzia que sim, que era isso. 

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  17. A cultura dum povo também se vê nestes eventos e o facto de se contratar um tocador de acordeão para brindar a populaça com canções brejeiras não significa menos evolução cultural. É que descomprimir é mesmo necessário.

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  18. É prática corrente em Portugal o abrir exceções às leis em certas ocasiões e locais.



    Por exemplo, na recente festa do Sporting no Marquês de Pombal, houve exceção à Lei do Ruído: fizeram enorme banzé até às duas e meia da madrugada, com a polícia a assistir e aprovar.



    Há uns anos, em frente à sede da Polícia Judiciária em Lisboa havia um sinal de trânsito muitíssimo original (nunca vi outro assim), que autorizava o estacionamento de carros sobre o passeio naquela rua. Os peões tinham que sair do passeio e passar pela rua para os trabalhadores da PJ poderem estacionar em cima do passeio.

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  19. Eu defendo que um país laico não deve gastar dinheiro em festas religiosas, como estas, tantas outras, ou visitas papais, por exemplo. Neste aspecto, os beatos Marcelo e Moedas ficam mal na fotografia.

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