Vamulaver: com o fim dos morgadios em meados do século XIX todo o património familiar (e valores) se desvai, sempre repartidos democraticamente pela descendência, aos apetites de cada um, para no fim resultar na centralização da riqueza (e poder) no Estado todo poderoso
Não desanime, João Távora. Dê tempo ao tempo. Não vê quem ganhou, entre absolutistas e liberais?!
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ResponderEliminarOs monárquicos portugueses são, no fundo, miguelistas, isto é, reacionários. Fingem-se democratas e adeptos das modernas monarquias nórdicas - nas quais os reis ou rainhas não interferem, de todo, na política - mas, na verdade e no fundo, são miguelistas.
Agora vem aqui o João Távora defender os morgadios, em que um filho - ocasionalmente um incapaz, um deficiente, um desinteressado, e na história da nossa realeza tivemos muitos exemplos - recebe todo o património, e os outros fihos todos ficam à míngua.
Como se agora fosse possível fazer o tempo andar para trás.
É certo. Mas o absolutismo vencedor quererá orientar as coisas no sentido de saltar a etapa da democrática repartição pela descendência: é directo para o estado. Expedita-se assim o que de facto interessa. A patriótica redistribuição do património alheio e indefeso pelo estado, sob a forma de grossas fatias ou raquíticas migalhas.
ResponderEliminarEm função da fidelidade do "quadro" do partido ou da relevância da clientela eleitoral. É mais uma forma de "simplex".
Não tenha ilusões, o liberalismo não tem pés para andar, num país com as nossas características, em que uma grande maioria sofre de dependência do Estado. E tão cedo não se vislumbra como se sai (ou como se cura) deste autêntico estado adictivo em que os socialistas mantêm a população, porque é disso que se trata. É uma perversidade, mas uma situação que lhes convém, pois cada um desses "clientes" é um seu potencial eleitor. Daí que todas as políticas socialistas vão no sentido de aumentar o maior número de clientes sob o jugo do Estado, dando condições às pessoas para desejarem seguir livremente o seu próprio caminho com autonomia e independência. Para uma população com estas características e tão envelhecida a Liberdade não é um desejo, e é a última das prioridades.
ResponderEliminarPor conseguinte, é-lhes afirmado, através do medo e da insegurança pelo futuro, que só o socialismo lhes pode assegurar o pão nosso de cada dia...
E não se sai disto. Que ninguém tenha ilusões.
Não sei qual o espanto da maioria absoluta! Quem leu com atenção um gráfico que circulou há tempos da autoria de Vítor Bento, perceberia facilmente que era de considerar possível esta maioria do partido do governo. "Os números não enganam" e, taxativamente, eles mostravam a percentagem elevada da população que dependente do Estado-Providência que tudo assegura (nem que seja de faz-de-conta).
Portanto, "era só fazer as contas", como diz o outro .
Quem é que disse ao Balio que eu sou a favor dos morgadios?
ResponderEliminarSobre a existência dos morgadios é caso para lembrar ao Balio que na época da sua vigência sofreu umas voltas e reviravoltas...
ResponderEliminarO marquês de Pombal pôs fim aos morgadios, no sentido de não ser o mais velho o único herdeiro. Fez aprovar uma lei premeditadamente em que o direito de sucessão dos bens patrimoniais recaía, não necessariamente no mais velho, mas naquele que fosse considerado o mais capaz, o mais apto e o mais competente para gerir e controlar todo o património familiar.
A seguir, o marquês forjou uma ascendência genealógica numa rica e poderosa família possuidora de vastíssimos bens e grandes "cabedais" e afirmou-se seu parente e descendente. Munido do "comprovativo" genealógico, e sob a lei por ele criada, autoproclamou-se como o mais competente e assenhorou-se de todos os bens da família. Quem ousava enfrentar e contrariar o todo-poderoso marquês de Pombal no auge do seu poder? Após ter desapossado aquela família de todos os seus bens e se ter apropriado deles, voltou maquiavelicamente ... a instituir e a repor o modelo tradicional da sucessão dos morgadios a recair no filho mais velho. Não é difícil adivinhar o porquê desta autêntica golpada...
O poder absoluto tem destas coisas.
Mas é esta a figura despótica tão venerada pelos jacobinos e "democratas" republicanos.
Precisamente. Assim se demonstra que a maior parte da corrupção em Portugal é legal e boa parte dos portugueses concordam.
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ResponderEliminarInteressante, e importante, tema bem assim como alguns comentários, didáticos.
Morgadios ou não "o fraco rei faz fraca a forte gente."
Aquilo que é bom para a aristocracia não é necessáriamente bom para o monarca. Muito monarca absoluto, a começar no camarada Augusto (sempre a jurar que a república estava a funcionar normalmente) cortou as pernas aos senadores e foi-se apoiar na plebe.
ResponderEliminarDado que os governos da plebe, pele plebe, para a plebe têm sido um embuste gigantesco, geralmente feito por senadores/bandidos impiedosos , o melhor negócio que as várias plebes têm feito tem sido com monarcas que nelas se sustentam, e as pastoreiam o melhor que podem.
É a vida.
Esse "Estado todo poderoso" é indissociável deste socialismo transmutado numa droga perigosa. Uma vez experimentada, cria uma dependência tal, que os viciados ficam agarrados quais prisioneiros desses "distribuidores" do Estado. E os dealers do sistema encarregam-se de assegurar que os consumidores não se libertam da sua dependência. Capturam, pois, uma considerável clientela fiel, viciada em "socialismo" e "estatismo".
ResponderEliminarPara tanto constroem um modelo de sociedade à sua imagem ,onde não há cidadãos livres, mas uma "clientela" de potenciais eleitores dependentes. O método consiste em secar-lhes o espírito, de forma a retirar aos seus «clientes» qualquer ambição, sonho ou desejo, sugar-lhes a capacidade de acção, de iniciativa, de discernimento. Em suma, amansar, amolecer e por fim convencer os seus consumidores a "entregar" a sua dignidade e liberdade em troca da satisfação imediata das "doses" prometidas (e asseguradas) periodicamente, diariamente, mensalmente, ano após ano. Este chamariz de décadas sucessivas, criou dependentes de mão estendida. E a definhar.
Podia resumir-se tudo numa frase: o socialismo criou uma sociedade paralisada, incapacitada e pobre.
A face visível é a falta de Ambição, falta de Ânimo, falta de Desejo, falta de Vontade. A consequência é este estado de anomia da sociedade, doentiamente apática, a acomodar-se e a caminhar para o declínio e o envelhecimento precoce. Mas o mais grave ainda é esta Indiferença diante deste embuste, deste engodo que é o socialismo.
E quem se importa?
https://observador.pt/programas/ideias-feitas/andamos-ha-48-anos-a-normalizar-a-extrema-esquerda/
ResponderEliminarhttps://www.tsf.pt/programa/a-opiniao-de-miguel-poiares-maduro/emissao/cidadania-cinica-13810719.html
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ResponderEliminarÉ tal o vício e a dependência dessa droga que estão "agarrados" há 25 anos. E não param de consumir.
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