sábado, 31 de outubro de 2020

Sobre o abandono dos velhos

(...) "Quando o pó pandémico assentar, temos de rever a nossa relação com os velhos. Por exemplo, as casas do futuro não podem ser apenas “verdes” e preocupadas com os ursos da tundra, têm de ser casas preocupadas com os nossos pais. As casas da cidade não podem ser pensadas apenas para a família nuclear, têm de ser pensadas para uma família mais alargada. A par desta mudança arquitetónica, precisamos de uma revolução moral: não podemos continuar a viver no pressuposto de que a velhice dos nossos pais não pode ocupar o nosso espaço, o nosso tempo e o nosso dinheiro."


Henrique Raposo hoje no Expresso

12 comentários:

  1. Não é preciso o pó assentar, o que estão a fazer agora com os velhos é criminoso,não só para os velhos mas para todos.
    Eu sou doente cardíaco, tinha uma consulta em agosto,foi adiada para dezembro, foi novamente adiada para Março. Agora pergunto, se eu morrer é de covid, ou é por causa do covid?

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  2. as concentrações urbanas matam que se fartam

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  3. A Época Presidencial de Caça Primavera 2020 cumpriu bem a função de matar velhos e velhas. OBRIGADO PRESIDENTE MARCELO! Bora lá mais um mandato presidencial.


    Quanto ao assentar do pó pandémico, esqueçam lá isso.


    Comecem é a fazer <a href="https://i.postimg.cc/mrbSvRL8/fraldas-diarreia-pandemica.jpg"><strong>stock de fraldas... </strong></a>
    Será mais uma Lei com o selo Partido Salazarista Democrata (PSD)

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  4. Infelizmente, também existe esta realidade cruel sobre os nossos idosos, retratada aqui por Henrique Raposo em 2010 :
    https://expresso.pt/opiniao/HenriqueRaposo/e-os-velhos=f624225

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  5. O João Távora propagandeia aqui o modelo antigo de organização familiar, apenas poucos dias depois de nos ter dito que a sua mãe se encontra num lar e que nenhum dos filhos dela tem condições para a ter em sua casa.
    Repare-se que isto não é uma crítica ao João Távora. É uma crítica ao Henrique Raposo.

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  6. Não sei o que me reserva o futuro, nem como será quando chegar a minha vez, mas até hoje, em minha casa faz-se como sempre se fez toda a vida na família. Nunca nos passou pela cabeça que os nossos mais velhos fossem para um Lar, por isso, até à data, têm sido tratados por nós, em casa e revezando-nos na família na medida do possível, para que possam estar em casa quando chegue o seu Fim. Claro que foram fundamentais os apoios domiciliários para ajudarem nos tratamentos e na higiene diária dos doentes acamados em casa. É um precioso auxílio para a família, muitas vezes esgotada. Posso testemunhar que a Sta Casa da Misericórdia e outras Instituições dispõem de pessoas muito preparadas e muito humanas para o fazerem e vão diariamente a casa pela manhã e, se necessário, vão de novo a outra hora. 
    Nos casos de doenças mais graves em que já não é possível manter os doentes em casa e para aliviar o seu sofrimento, também existem algumas unidades de Cuidados Paliativos  e de Cuidados Continuados, embora devessem ser muitos mais, num país tão envelhecido como o nosso.  Mas neste país tudo falta. A começar pela falta de vontade política.
    As pessoas que colocam os seus mais idosos em Lares fazem-no, muitas vezes, porque não têm outra escolha, por 
    - motivos laborais, porque existe uma lacuna na Lei que viabilize  _ SEM qualquer penalização ou prejuízo profissional _ a opção daqueles que queiram tratar dos seus  familiares ( a tempo inteiro, ou podia pensar-se em flexibilização de horário trabalho).
    - por carência de mais estruturas como as referidas e de outras de apoio "em casa". 
    E essa sim, seria a morte digna.
    LS

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  7. (cont.) Queria salientar o grande apoio que a Igreja tem sido nestes casos. Mas também acrescento que seria desejável que ela potenciasse ainda mais se possível, o seu auxílio "prático"  no dia-a-dia às famílias que é disso que elas mais precisam. Com um trabalho em rede com outros organismos. 
    (Além de tudo,  sejamos pragmáticos, também se abrem oportunidades profissionais, com criação de empregos).

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  8. A absoluta estupidez e total ignorância do henrique raposo é permanente.

    Acha este idiota que as SFD & Bilionários colocaram em marcha a OPERAÇÃO COVID e em 2021 a OPERAÇÃO GREAT RES[e]T para que se "construam cidades mais amigas das famílias"?

    Este tipo de escravo boçal serve apenas para uma função... DIVERSÃO.

    Além de que o idiota² esqueceu-se de referir que convém também que passem a existir cemitérios privados onde os escravos possam enterrar os membros da respectiva senzala.

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  9. Enquanto esta  Frente-de- Esquerda se mantiver à frente dos destinos do nosso país, o conceito de "Progresso" ou "Desenvolvimento" será aquilo que eles entenderem. Assim sendo, na sua óptica, um país será tanto mais "desenvolvido", quanto mais conseguirem concretizar os seus temas polémicos (Sabemos quais foram, quais são actualmente e depreendemos outros no futuro, que não vale a pena enumerar). 
    Enquanto as pessoas normais querem ver tratada e discutida a questão da Velhice digna, eles contrapõem-na com a solução da eutanásia; as  políticas para as Famílias (comuns) e o incentivo à Natalidade ( tão urgente no país), também nunca farão parte da "ordem de trabalhos" das suas agendas.
    Só quando nos desenvencilharmos, DE VEZ, desta gente cheia de patologias e desordens mentais, é que voltaremos a ser um país mais "normal" com gente sã. Porque há muito que estamos necessitados de nos reconstruirmos destes escombros e construirmos uma Democracia desenvolvida, saudável e próspera e esse progresso só se atinge com gente mentalmente equilibrada.

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  10. Pois é. Será proibido viver em casas com menos de 4 quartos. 1 para os pais, um para os avós, 1 para s filhas meninas, 1 para os filhos meninos.


    É motivo de regozijo para as famílias que tendo hoje pai mãe e 2 filhos, vivem todos num T1...

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  11. Um pequeno excerto do excelente texto de João Adelino Faria, pivô da RTP:
    "Precisamos de rugas"


    Daqui:
    https://bigslam.pt/noticias/precisamos-de-rugas-por-joao-adelino-faria-jornalista-e-pivo-da-rtp/

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