domingo, 27 de janeiro de 2019

Domingo

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas


 


Já que muitos empreenderam narrar os factos que se realizaram entre nós, como no-los transmitiram os que, desde o início, foram testemunhas oculares e ministros da palavra, também eu resolvi, depois de ter investigado cuidadosamente tudo desde as origens, escrevê-las para ti, ilustre Teófilo, para que tenhas conhecimento seguro do que te foi ensinado. Naquele tempo, Jesus voltou da Galileia, com a força do Espírito, e a sua fama propagou-se por toda a região. Ensinava nas sinagogas e era elogiado por todos. Foi então a Nazaré, onde Se tinha criado. Segundo o seu costume, entrou na sinagoga a um sábado e levantou-Se para fazer a leitura. Entregaram-Lhe o livro do profeta Isaías e, ao abrir o livro, encontrou a passagem em que estava escrito: «O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu para anunciar a boa nova aos pobres. Ele me enviou a proclamar a redenção aos cativos e a vista aos cegos, a restituir a liberdade aos oprimidos e a proclamar o ano da graça do Senhor». Depois enrolou o livro, entregou-o ao ajudante e sentou-Se. Estavam fixos em Jesus os olhos de toda a sinagoga. Começou então a dizer-lhes: «Cumpriu-se hoje mesmo esta passagem da Escritura que acabais de ouvir».


 


Palavra da salvação.

2 comentários:

  1. Tem, evidentemente, que se ler os Evangelhos com o máximo cuidado, tendo em conta que eles são peças de retórica escritas para influenciar quem os lê, muito mais do que a descrição exata de factos reais. Muitas histórias neles terão sido inventadas ou deturpadas para servirem esse fim.
    Neste caso temos Jesus a identificar-se a si mesmo como o Messias do judaísmo, coisa que é muito pouco crível que ele alguma vez tivesse tido a chutzpah de fazer. Muito mais crível é que esta história tenha sido incluída no texto com o fim de convencer os leitores judeus a passarem a seguir a fé cristã.

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  2. Jesus era amor, suavidade, exemplo de desprendimento, exemplo de humildade, generoso na sua pobreza, e irmão de todos. Nunca se proclamaria a respeito de coisa nenhuma...

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