O Orçamento do Estado para 2018 poderá assim ficar na história por ter agravado os impostos e complicado um dos mais simples regimes de pagamento de impostos, o regime simplificado de IRS onde está o emprego mais instável, desprotegido e inseguro do país. Em geral imagina-se que quem está neste regime são médicos ou advogados que ganham fortunas. Esses poderão rapidamente resolver o problema constituindo uma empresa, se não a tiverem já.
A política orçamental sempre foi gerida a pensar nos dois grandes “mercados” de eleitores: os funcionários públicos e os pensionistas. Mas as medidas para agradar a estes segmentos, que garantem vitórias eleitorais, aconteciam perto das eleições. O problema, com o actual Governo, por causa da necessidade de apoio dos partidos que o suportam, é que tem de estar em constante conquista eleitoral. Alguém paga a factura.
No próximo ano, caso o regime simplificado de IRS acabe, pelo menos parte da conta é suportada pelos recibos verdes, os empregados que são os precários dos precários, que não têm sindicatos nem são um grupo homogéneo capaz de se organizar e manifestar. É ciência eleitoral aplicada à política orçamental de forma admirável.
Artigo de Helena Garrido a ler na integra aqui
O artigo da Garrido é um disparate. 90% dos recibos verdes são pessoas que ganham mensalmente bem menos de 1400 euros e o seu regime em nada vai ser modificado. É portanto um disparate absoluto levantar qualquer ideia de que o regime simplificado vai acabar.
ResponderEliminarMesmo para aqueles que ganham mais de 1400 euros, o regime simplificado não vai acabar, apenas vão ter que passar a justificar as deduções se as quiserem ter acima de um determinado valor.
Isto é um joguinho da direita dos interesses, de pessoas ricas que ganham mais de 1400 euros mensais, a procurarem defender os seus privilégios.
Este deve comer à manjedoura por isso mostra que vive noutra galáxia.
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