A política é arte do possível. Quantas vezes nos confrontamos com esses limites na vida, com a família, com os filhos, com o trabalho. Lidar com o poder é enfrentarmos a nossa real falta de poder, que trocamos por consensos, pelos equilíbrios, contra as rupturas, cujas consequências têm de ser sabiamente pesadas. Por forma a salvaguardar um bem comum, mais valioso que a nossa vontade.
Como é que se sabe o que é possível sem testar os seus limites? Há uma pergunta que nunca nenhum direitista me respondeu. Concebem um ponto em que é obrigação do devedor se revoltar contra o credor, ou não existe esse ponto?
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