(…) Fátima tornou-se com o tempo um espaço agregador da expressão do religioso, dos seus itinerários e da sua diversidade. Fátima sedimentou, por um lado, a sua identidade no espaço do catolicismo oficial, repropondo uma espiritualidade ao alcance não já apenas das elites religiosas mas acessível a todos (ao facto não será indiferente o facto dos videntes serem crianças e provirem de uma cultura campesina), mas ao mesmo tempo tornou-se um polo de atracção de uma religiosidade em bruto e heterogénea, um porto para peregrinos em diferentes estágios de crer. (…)
O século XX em Portugal foi o século de Fátima, mas ele ainda não sabe.
Excerto da crónica de José Tolentino Mendonça - Expresso Revista 1 de Junho 2013
> religiosidade sem bruto
ResponderEliminarSuponho que seja gralha, mas tem graça. Sobretudo ao pensar no oposto - "com bruto" seria tipo Don Camillo e Peppone?
Eh, eh, eu já tinha dito isso vai para um ano. :-)
ResponderEliminarhttp://terrigenum.blogs.sapo.pt/9429.html