quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Amnésia colectiva


 


A “memória colectiva” é um peculiar conceito alimentado pelas oligarquias do regime com a tralha politicamente correcta e a espuma dos dias que anima os vencedores na sua mesquinha luta pelo poder. Curiosamente nessa “memória selectiva” os heróis e os símbolos são escolhidos criteriosamente de um cardápio ideológico com o horizonte máximo de três ou quatro gerações. Acontece que, para grande contrariedade dos “nossos senhores” não existe uma coisa dessas de “memória colectiva”; resultando os seus porfiados esforços num fenómeno de “amnésia colectiva”, um assunto afinal com que ninguém se preocupa porque, mesmo atreitos ao entretenimento e à fancaria o mais das vezes se vive apoquentado com o pão e o vinho à mesa.


No próximo dia 1 de Dezembro o calendário assinala pela última vez como Feriado Nacional o Dia da Restauração Independência, assunto que na verdade a poucos comove e cuja exumação acontecerá com o recato que inevitavelmente um Sábado impõe a uma data festiva há muitos anos ameaçada pela indiferença dum regime apátrida e sem memória. Uma terrível parábola que nos deveria afligir a todos se é que, sem darmos conta não estaremos já em profundo estertor como Nação.


 


Foto Instagram

1 comentário:


  1. João, como diria um direitista, é a vida como foi. É um efeito.

    Na realidade vivente, bastará perguntar a um cabeça-de-vidro com duas décadas no lombo o significado da data e uma grande fatia não sabe. Ou, bastará perguntar sobre os "40" ... ou ainda, sobre a "sorte" da altura que tivemos e que aproveitamos.
    Milhões de euros deitados no lixo chamado educação, desde as pga´s até às niu oppórtónitis de Cavaco, Guterres, Leite, Grilo, Rodrigues, temos a "geração mais diplomada".
    Confundiu-se educação com instrução, e o contribuinte pagou aquela, esquecendo-se os "tiranetes" desta...com palmas e balões assinados nos boletins de eleitor...

    A soberania ganha-se com guito e com canhões.
    E esta foi perdida à medida que a maralha abandonava os campos e as fábricas nos idos 90, afundava as cidades e os bolsos de autarcas e empreitas, uns tipos do Direito a clamar pela "emergência dos direitos till the sky"...agora chamar-se-à "reforma do Estado" (nome light para retirar o que não podemos pagar)

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