quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

A republicanização do país

 



O Estado continuou a ser a principal forma de organizar a influência política. Por exemplo, os empregos de notário, conservador do registo predial e oficial do novo registo civil, criado na sequência da Lei da Separação, eram de livre nomeação do ministro da Justiça, e por sua vez muitos dos auxiliares de livre escolha dos titulares dos cargos. Formaram-se pirâmides de patronos e clientes, com o vértice em Lisboa e a base na província. No congresso do PRP de Braga, em Abril de 1912, a maioria dos inscritos já eram funcionários públicos. (...) Como ser maçon pareceu uma boa credencial a quem procurava posições e benefícios, o número de iniciados nas lojas do Grande Oriente dispararam de 2733 para4341 em 1913.


 


A república para os republicanos, pp 592 por Rui Ramos In História de Portugal, Esfera dos Livros 2009


 


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2 comentários:

  1. Parece que ainda hoje é assim... basta ver que são os gols (em Coimbra pelo menos), aquilo são maçons muito convictos ao tacho!

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  2. Com os Progressistas e Regeneradores era exactamente a mesma coisa como bem se sabe. É que o problema não esta no regime MonarquiaXRepública. Infelizmente o problema é muito mais profundo.

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