sábado, 16 de janeiro de 2010

Alegre ma non troppo

 

Talvez se enganem os que exultam com o anúncio de Manuel Alegre de disponibilidade para uma candidatura unitária de esquerda, que comprometeria seriamente a reeleição de Cavaco Silva em 2011. Acontece que ainda falta muito tempo, e uma coligação entre as esquerdas parlamentares significa um saco de gatos difícil de aguentar por um tão longo período, mesmo mantendo o pagode entretido em debates “fracturantes”. Num ano em que, tragicamente, se antevê uma agenda dominada pela economia, um tema que espectro politico do centro para a esquerda trata de forma gradualmente mais irresponsável, facilmente se adivinham divisões e combates entre os apoiantes de Alegre; comunistas, blocos, sindicatos, fenómeno que entrincheirará o candidato numa oposição ao governo, ostensiva ao PS institucional e ao eleitorado do centro que é quem decide as eleições. Esta previsível pressão entre grupos geneticamente incompatíveis e contraditórios durante mais de um ano viabilizará uma qualquer outra candidatura à esquerda do poeta, que verá assim gorada a sua utópica estratégia de unidade.

9 comentários:

  1. Ele que se dedique aos tiro-aos-pratos16 de janeiro de 2010 às 11:48

    O calculismo deste camarada, em tempos armado em consciência crítica do PS, é no fim de contas algo que repugna.

    E a conversa sistematicamente vaga, de quem não tem ao alcance mais que a enunciação de princípios que não faz a mais pequena ideia de como serão postos em campo, ou os problemas que isso implica, faz com que apeteça dizer: ele que se enxergue.

    E tem mais. Alegre vai nos 73, terá 74 quando forem as eleições presidenciais, um mandato leva-o quase até aos 80, dois mandatos quase até aos 85.

    O tempo dele, a ter existido, passou e há muito.

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  2. Recordo-me de certa vez terem perguntado ao Alegre, num canal de TV que já não posso precisar, qual a sua opinião sobre o Estatuto dos Açores, se bem se recordam problema com que o actual PR se defrontou.

    Que respondeu ele? Que isso era com o PR e que ele não era o PR.

    Ou seja, ele, que tinha sido candidato a PR, não fazia a menor ideia sobre o assunto e nem sequer tinha a resposta para uma pergunta expectável.

    Isto acho que diz tudo sobre este poeta pateta.

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  3. Eu voto que votem no Alegre.
    (Obviamente, um voto meu o bardo não recebe. Isso seria pedir-me de mais).

    Mas a República é o que é. E falta-lhe lá no vértice este cavalheiro que se convenceu ter algo para ensinar ao Mundo em geral e a Portugal em particular.

    Antecipadamente vou-me divertindo com as suas tiradas e o seu histrionismo numa futura Presidência sua.

    O que ele não fará, o nosso Épico, em prol da Pátria.

    Em suma: quem não tiver pudor, faça o favor de votar no Manel. A República faz 100 anos e não dispensa esse momento de alegre patetice.

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  4. Sai caviar para a mesa do poeta!16 de janeiro de 2010 às 19:12

    Engraçado foi ter vindo imediatamente o Anacleto declarar que o Bloco apoiava a candidatura.

    Ou seja, o Anacleto manda no Bloco como o antigo chefe-de-família mandava lá em casa, nem precisa de consultar a opinião dos militantes.

    Melhor exemplo da democracia tal como aquela gajada a entende é difícil.

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  5. Que caça literata, que talento caçador. Um contador de histórias mal ouvidas.

    Ega, caro cavalheiro, vamos elegê-lo a si para a próxima presidência. Na monarquia, não aceitam fidalgos, só nobres.

    lebre

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  6. Tenho muito respeito pela 3ª idade pois os meus pais já passaram barreira psicológica dos 80.

    Mas a verdade é que esta gerontocracia do grupo de Argel tresanda.

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  7. Engraçado mesmo foi ver o partido a que ele pertence feito barata tonta e outro partido aos saltos de contentamento, eh eh

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  8. J da Ega
    Caro Sr

    Olhe que não seria mal pensado!
    A Múmia Paralítica que sempre se esteve nas tintas para Portugal e para os Portugueses, e que à sua frente só vê o próprio umbigo, entronizada PR...

    Este é daqueles que em se apanhando na Cadeirita, enfia uma coroa de ervas pela cabeça e auto denomina-se César.

    Que pena as eleições não serem este ano!

    Já imaginou, a Múmia Imperial, com uma coroa de ervas na cabeça, e um manto encarnado, sobrevoado pelos Red Bull, que o Costa dos Pastéis roubou ao Porto, numa gritaria frenética de Vivas à República?!

    Que grandeza!
    Que explendor!

    Isso sim, é que seriam comemorações!

    E depois da última volta dos Red Bull, enquanto estoirasse o magnificente fogo de artifácio à mistura com os laseres de todas as cores, o Mastro de Paredes despencava súbitamente em cima do Palanque!!!

    Do Palanque vazio!
    Que a máfia cai de podre!

    E tal é a podridão, que nem os Deuses, se dão ao incómodo, de lhes acelerar a queda.
    Não merecem o esforço!
    E os Deuses, nunca suportariam o cheiro nauseabundo!

    Serpente

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  9. Amiga serpente,

    Candidate-se, candidate-se, sempre poderá mudar os costumes deste nobre povo português. Vista o manto, ponha as coroas onde quiser, abra concurso para adjudicação de títulos nobres, não vá na conversa dos ajustes directos dos rositas, e mude Portugal. Enterre o iberismo, mude-se para a AJuda, faça um banquete com peças de caça: um bom faisão, um bom javali, com batatas nacionais, e uma boa zurrapa do Douro. No final permita o arroto à japonês, e depois, então, enterre de vez a republica de hoje. Tratamento robespiano para os socraterdas e canções de gesta do Jugular.

    Lebre

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