segunda-feira, 19 de outubro de 2009

A revolução devorando os seus filhos


 


Faz hoje oitenta e oito anos que os ímpetos revolucionários e a instabilidade política da república produziram um dos seus mais aberrantes acontecimentos, quando, ao mesmo tempo que o assassino de sidónio Pais era libertado da cadeia eram barbaramente assassinados António Granjo, Carlos da Maia, Freitas da Silva, Machado dos Santos e Botelho de Vasconcelos, naquela que ficou conhecida pela Noite Sangrenta, com o protagonismo dum obscuro cabo Abel Olímpio o "Dente de ouro" e a sua Camioneta fantasma (na imagem).


 


Publicado também aqui

6 comentários:

  1. Felizmente que no tempo da monarquia todos se deram às mil maravilhas.

    ResponderEliminar
  2. É bom para este caso ler Raul Brandão no Vale de Josafat .
    As conclusões podem não ser as mesmas.

    ResponderEliminar
  3. No Parlamento, davam-se "tão bem" como hoje. De facto, a violência nas ruas não ocorreu em nenhum período da monarquia constitucional. Não existe qualquer tipo de comparação possível

    ResponderEliminar
  4. Vila-francada? Nunca ouvi falar.

    ResponderEliminar
  5. Também nunca ouvi falar20 de outubro de 2009 às 11:06

    Abrilada? Também não.

    ResponderEliminar
  6. João Távora:

    A conclusão de que quem devorou os filhos da revolução foram os republicanos, tem muito que se lhe diga. Há quem investigasse e tenha uma teoria totalmente oposta. Veja-se a peça " O Mistério da Camioneta Fantasma", baseada numa investigação de Helder Costa. As culpas foram atribuídas à esquerda republicana, mas a viúva de Carlos da Maia decidiu investigar junto do marinheiro que chefiava a camioneta e inclinava-se para que tivesse sido uma conspiração monárquica destinada a eliminar os autores do 5 de Outubro de 1910. Aliás, para a instabilidade política da república não foram só os republicanos que contribuíram. As coisas só pararam quando foi instaurada a Ditadura Nacional, na sequência do golpe do 28 de Maio. E quem foi preparando as condições para o golpe?
    Existe um dito popular que diz: - há muitas maneiras de matar pulgas...

    Na mesma linha, não me admiraria se em relação a um acontecimento bem mais recente - a desconsideração feita em vida a Salgueiro Maia - alguém um dia viesse a escrever que ele foi "esquecido" pelos camaradas que com ele fizeram o 25 de Abril!
    Era só o que faltava!

    ResponderEliminar

No centenário da "Revolução Nacional"

  Em 1915, um obscuro periódico provinciano, " Os Ridículos ", preconizava acerca da República, que dizia encontrar-se « no seu es...