quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Sem rei nem roque


 


Foi um espectáculo confrangedor ontem à noite assistir às declarações do Chefe de Estado: afinal as suas tão aguardadas palavras pouco mais revelaram do que um homem acossado pela intriga que grassa entre os órgãos de soberania e de estados d’alma pouco dignos do mais alto magistrado da nação. Depois, já enterrado no sofá, foi assistir atónito à intervenção do ministro Pedro Silva Pereira, em autêntica pose de estadista, ripostar com invulgar dureza e numa arrogância quase elegante a pública birra de Cavaco Silva.


O que vem à tona com isto tudo é a materialização dum negro pesadelo: uma nação pobre e decadente a hipotecar o seu presente com  uma baixa e irresponsável guerrilha política protagonizada pelos principais órgãos de soberania nacionais: uma crise sistémica sem solução à vista.  Sem dúvida o panorama ideal para o regime celebrar o seu centenário. 


 


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7 comentários:

  1. Embora não seja Monárquico, em termos conjunturais, não posso deixar de concordar com o seu post

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  2. Nunca na minha vida, que já não é tão curta como isso, me passou pela cabeça subscrever integralmente um post seu. "Nunca digas, desta água não beberei". Acabei de a beber.

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  3. Que raio se passará para eu hoje também estar de acordo?

    Foi absolutamente confrangedor e depressivo.

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  4. Eu juro que sou um cidadão bem educado. Todavia e sem pretender faltar ao respeito a Sua Excelência, ontem senti-me uma besta urbana ao ouvir um Presidente com um discurso tão ingénuo e tão absolutamente provinciano.
    Não há outra maneira de acabar uma carreira ?

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  5. O tavorazito quase que me convenceu... o "quase" que falta prende-se com o facto deste país ter tido vários Presidentes, alguns bons, outros razoáveis. Poucos foram maus - julgo que só dois: Américo Thomaz e o sr. silva de boliqueime... e o primeiro ainda tinha desculpa...
    Só temos de nos livrar do tipo, e depressa...

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  6. Ainda serão precisas mais provas de que vivemos numa república das bananas, com fortes pinceladas de surrealismo? Politiqueiros!...

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