sábado, 12 de setembro de 2009

A grande asfixia

Preocupam-me seriamente as tendências de voto reveladas pela generalidade das sondagens: em Portugal cresce e predomina um pensamento de esquerda mais ou menos primário, mais ou menos radical. Nos dias que passam qualquer propósito de liberalização da economia, de incentivo ao mérito ou à iniciativa privada é pura veleidade. O pior de tudo é que a crise internacional parece ter legitimado na cabeça de muitos um crescente peso do estado na vida das pessoas, tornando o desafio da modernização do país um sonho ainda mais longínquo. Do Estado dependem as empresas, os empregos, as artes, as minorias, as maiorias, os agricultores, a educação, os professores, os costumes, os funcionários e a boa ordem. Esta é a grande asfixia nacional.


Esta é uma maldição que cem anos de república só conseguiram acentuar: somos um pobre país de um povo pobre, rude, ressabiado e dependente. Terreno fértil duma medíocre oligarquia que disto tudo se alimenta e que há muitos anos se governa. 


 


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4 comentários:

  1. Nada de novo. Já no tempo da nossa Monarquia, os Progressitas eram considerados os #bons" e os Regeneradores - os que modernizaram o país no período da Regeneração -, que aboliram a Pena de Morte, etc, eram considerados pela imprensa, como os ... "maus". Enfim, é a danada influência da pestífera ex-potência França. Que tristeza e desgraça para nós, um país aliado da Inglaterra, mas que sofre a canga da aliança cultural com uma França que só nos prejudicou. É a nossa sina, acatarmos o acessório e prescindirmos do sentido prático das coisas, próprio dos nossos aliados anglo-saxões.

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  2. Só falta mesmo existir uma família real dependente do Estado.

    Assim mais ou menos como no Reino Unido.

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  3. O falso engenheiro acaba de levar uma sova de que nunca mais vai recuperar.
    Deus não dorme.

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  4. henrique pereira dos santos12 de setembro de 2009 às 23:08

    João,
    Se quiseres dá uma olhadela a esta petição que lancei e vê o número de assinaturas até agora. É certo que ainda tem muito pouco tempo de vida mas de facto parece haver pouca prática liberal em Portugal.
    http://www.peticao.com.pt/fundo-florestal
    henrique pereira dos santos

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