sábado, 7 de julho de 2007

Na mesa de cabeceira

Acedo de bom gosto ao desafio do Pedro Picoito enumerando os últimos cinco livros que li. O problema que se me põe é que tenho na mesa de cabeceira várias leituras em aberto, sem contar com a minha empreitada em curso, a leitura das aventuras de Tintim à minha filha pequena (anda fascinada). Assim, como o Pedro, também vou misturar livros que estou a ler com outros que já li.
1 Memórias Inéditas da Rainha D. Amélia, por Lucien Corpechot e Introdução de Rui Ramos, da editora Caleidoscópio em 2007. Além de tudo mais, trata-se de uma impressionante perspectiva, tão verdadeira quanto subjectiva, com um toque quase intimista, dos últimos anos da monarquia.
2- The Long TailHow endless Choice is Creating Unlimited Demand. Por Chris Anderson - RH Business Books 2006. Sobre as infinitas potencialidades dos inumeráveis nichos, num mercado do tamanho do mundo, dramaticamente acessível pelas novas tecnologias de comunicação e comércio.
3Longe do Abrigo, por David Lodge – Asa. Dizem que é uma obra autobiográfica deste autor com quem tanto me divirto. A infância e início de adolescência de Timothy, durante a II Grande Guerra e nos primeiros anos do pós-guerra. O retrato de uma Inglaterra conservadora e provinciana, em tempos de austeridade e sacrifício em contraste com a opulência e o optimismo quase imbecil dos “invasores” americanos. Este é o redentor choque do ingénuo Timothy num Verão em Heidelberg de férias com a irmã Kath no meio da comunidade americana.
4A Ponte dos Suspiros, de Fernando Campos – DIFEL. Um delicioso romance histórico, em que acompanhamos D. Sebastião, depois de Alcácer Quibir, deambulando humilhado pela Europa. Em Lisboa, encapuçado, presencia as suas próprias exéquias fúnebres...
5A Revolução Liberal 1834 – 1836 – Os “Devoristas” de Vasco Pulido Valente – Altheia Editores, 2007. Um gosto em conhecer a minha história, e perceber um pouco da “genealogia” da escumalha contemporânea.
Como se vê, sou uma pessoa de gostos simples.
.
Finalmente, passo “a bola” à Isabel Goulão, ao Paulo Pinto Mascarenhas, ao Paulo Cunha Porto, ao João Gonçalves e à Mafalda Miranda Barbosa. Desculpem lá meter-vos nesta trabalheira...

3 comentários:

  1. Estou frita :)
    Um beijinho amigo João

    ResponderEliminar
  2. Meu Caro João,
    ora essa, com o critério da temporalidade mais recente, é coisa fácil.
    Ah! E também gostei bastante de ler «Os Devoristas», o único desta lista que já sorvi. A história do costume: as desventuras dos centros nas Revoluções, agravadas pela rapacidade, no caso.
    Abraço

    ResponderEliminar
  3. Boa escolha, João. Agora vou corresponder também ao desafio do Pedro Picoito.

    ResponderEliminar

No centenário da "Revolução Nacional"

  Em 1915, um obscuro periódico provinciano, " Os Ridículos ", preconizava acerca da República, que dizia encontrar-se « no seu es...