segunda-feira, 12 de março de 2007

Vontade de chorar


Um trabalhador chega a casa, liga a televisão e os três telejornais abrem com uma história de rapto de um bebé, com direito a directos e tudo. Neste momento, 12 minutos passados, é a RTP do serviço público quem se mantém neste importante acontecimento. E, para a irritação ser total, todos se referem a "uma" bebé. Já agora, porque não "um" criança, quando se raptar um rapazinho?

5 comentários:

  1. Chega a ser imoral a exploração que se faz duma notícia deste tipo:cheia de pormenores que nada acrescentam ao essencial,repetidos até à exautão;dá a sensação que remexem numa ferida,sem qualquer espécie de escrúpulos,:o que interessa é a quantidade de pessoas que vão prender ao ecran.
    Mas esta é já uma tendência enraizada nos noticiários portugueses.

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  2. cinderela-dos-pes-grandes12 de março de 2007 às 22:58

    É um dos exemplos típicos da deontologia de certos profissionais (?!) dos media nacionais.

    Chego a pensar que são PAGOS para conseguirem que as pessoas esqueçam o que é realmente importante e se convençam de que estas são as notícias relevantes!

    Têm a certeza de que não há PRÉMIOS nas redacções para quem conseguir o material mais capaz de alienar a consciência da Nação?

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  3. Caro Duarte,é bem verdade,para o que chama a atenção,mas sabe,por vezes,a pressão das chefias nas redações e a voragem do "vouyarismo"está na ordem do dia muito para além da ética dos jornalismo.
    Um abraço.

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  4. Apenas uma nota de actualização quanto a "uma" referente a bebé. Os dicionários já aceitam o feminino.

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