Não costumo assistir ao Eixo do Mal, na SIC-Notícias, mas desta vez calhou apanhar a parte final, quando Clara Ferreira Alves, depois de ter garantido que não ia dizer mais lugares-comuns sobre o Líbano, desfilou uma série de banalidades dentro do género "Israel perdeu a guerra" (na sua versão culta, "Israel partiu a cara")ao mesmo tempo que nos revelava a sua descoberta, já que esteve num país do Médio Oriente nos últimos tempos, de que a "rua árabe" odeia Israel e o Ocidente, tanto mais que agora tem a Al-Jazira e outra cadeia de televisão Al-qualquer coisa que lhe mostra as imagens dos efeito dos bombardeamentos israelitas. É claro que foi logo apoiada por Daniel Oliveira, que também tinha estado num país árabe a ver a Al-Jazira, cujo jornalismo considerou até, por vezes, mais equilibrado do que o da CNN (Clara Ferreira Alves acenava vigorosamente com a cabeça a concordar).Mesmo no fim do programa, apertado pelo tempo, José Júdice, que eu achava demasiado prolixo e vago a falar, saiu-se muito bem com poucas palavras: ele também tinha estado num país árabe (no Algarve), também tinha assistido a televisões pró-árabes (as televisões portuguesas), mas achava difícil alguém considerar que Israel perdeu a guerra depois de ter tornado segura a fronteira norte através da presença de forças da ONU. Logo a seguir, no noticiário, vi capacetes azuis italianos a desembarcarem em Tiro.
Mas que "insuflados egos" têm esses protagonistas da inteligência nacional caro Duarte. E se têm mais alguma coisa, escondem bem. Não tenho paciência.
ResponderEliminarMuito bem!
ResponderEliminarQuanto à CFA e ao DO, mais palavras para quê?
ResponderEliminarEm relação à "fronteira segura", caro Duarte, receio que, depois de vermos os capacetes azuis a desembarcarem em Tiro, os vejamos em breve (portugueses incluidos) a embarcarem, de volta à procedência, a tiro...
Não conhecer muito para alem de Alcácer é o que dá.
ResponderEliminarSimplesmente insuportável, a CFA.
ResponderEliminarAgora passa atestados de idiotia a torto e a direito.
Não se enxerga, a sujeita.
Confesso que não gosto nem de ouvir nem de ler CFA nem DO; no entanto, nesta questão, concordo com a análise feita por eles - Israel não saiu vencedor deste conflito. O seu principal objectivo era desarmar o Hezbollah e não o conseguiu - aliás, segundo tudo parece indicar, o Hezbollah saiu reforçado desta guerra!
ResponderEliminarO que me faz verdadeiramente espécie, nas análises feitas por essas duas individualidades, é a alegria que mal escondem sempre que Israel, os EUA ou, mais genericamente, o Ocidente" parte a cara", e a quase euforia sempre que "eles" - em contraposição a "nós" - mandam um missil, explodem um avião ou outra acção heróica do género.
Os europeus estão cheios de relativismos, de sopesar o contexto, a responsabilidade histórica, distinguir o trigo do joio numa zona cinzenta imensa. Há alturas em que se tem de ver as coisas a preto e branco, sob pena de ser tarde demais.
Chamberlain também estava convencido que era possível contemporizar e salvar a paz...