quarta-feira, 8 de setembro de 2021

Virar o bico ao prego

"assumiu esta terça-feira em conferência de imprensa o diretor executivo do Programa de Emergências em Saúde da Organização Mundial da Saúde.


“Penso que este vírus está aqui para ficar connosco e vai evoluir como o vírus pandémico da gripe, vai evoluir para se tornar outro dos vírus que nos afetam”, disse Michael Ryan. “As pessoas disseram que íamos eliminar ou erradicar o vírus. Não, não vamos, é muito, muito improvável.”


Se o novo coronavírus tivesse sido contido no início, disse na mesma conferência de imprensa Maria Van Kerkhove, a epidemiologista que lidera a equipa técnica de combate à Covid da Organização Mundial da Saúde, o resultado poderia ter sido bastante diferente. “Esta pandemia não tinha de ter sido tão má.”"


Isto é o que está escrito no Observador e, apesar da imprudência, não tenciono confirmar em fontes directas de informação porque já não vale o esforço.


Aparentemente, os dirigentes mais técnicos da OMS, encontraram o tom certo para virar o bico ao prego, sem se expor demasiado.


Um diz que "as pessoas" (não nós, claro) andaram (eu acrescento, andam menos, mas ainda há uns quantos que falam de covid zero, como a senhora da Nova Zelândia, e há muitos mais que, sem falar explicitamente nisso, continuam a vender a banha da cobra do esmagamento do vírus e parvoíces do género) a dizer que se ia eliminar o vírus e até já diz sem complexos que "vai evoluir como o vírus pandémico da gripe" (o malandro, a comparar o desastre sanitário da covid a uma gripezinha).


A outra diz que se o Rossio coubesse na Betesga é que era bom.


Agora avaliar o que andaram a fazer e se o que deixaram que os governos fizessem foi adequado, com o seu silêncio sobre a necessidade da proporcionalidade das medidas de gestão face aos riscos reais existentes, isso é que é mais difícil.


Na prática estão a tirar o tapete aos amigos jornalistas, e isso não se faz aos amigos, é uma ingratidão.

9 comentários:


  1. "as pessoas" andaram (eu acrescento, andam menos) a dizer que se ia eliminar o vírus


    Não andam menos. Andam exatamente tanto como andavam ao princípio.


    Continuam a levar a cabo a política mais prejudicial e mais cruel de todas, que é a de colocar em quarentena, isto é, de prender em prisão domiciliária, toda e qualquer pessos que tenha o azar de ter sido infetada. E para que serve esta política de prisão domiciliária? Para eliminar o vírus, claro. Para impedir que ele se propague.


    É preciso que o Henrique, e os outros, deixem de acreditar nesta patranha do "desconfinamento". O confinamento continua no seu essencial, que é a possibilidade de, por mera ordem da (PIDE-)DGS, sermos a qualquer momento impedidos de levar a nossa vida normal e remetidos à condição de prisão domiciliária - como todos os enormes prejuízos que isso causa à vida económica e social.

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  2. tem sido criminoso o comportamento dos dirigentes ignorantes e  assustados.
    passo a vida a fazer cangocha ou a sair pelo piton contrário

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  3. Caro Senhor


    Correndo o risco de me repetir ( quantas vezes ) volto a repescar o texto de Bernanos " Diário de um Pároco de aldeia", quando o Pároco se surpreende com a determinação em exterminar a sujidade, que naturalmente se contraria, mas sabendo que nunca acabaremos com ela ( claramente está subentendido o pecado).
    Mas, e agora é Chesterton que cito, quando o homem deixa de acreditar em Deus passa a creditar em tudo.


    Com pedido de desculpas pela insistência, mas acho que nestas duas frases se resume a atitude do homem de hoje.


    Melhores cumprimentos


    Vasco Silveira

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  4. Até podem ir virando o bico ao prego, negando afirmações e intenções anteriores, mas ainda ninguém foi ao futuro e voltou para nos contar o que se vai passar. Historicamente, sabemos que o vírus da gripe espanhola de 1918, após a fase aguda, continuou a fazer vítimas - pelo menos apresentavam os mesmos sintomas - até final da década seguinte, tendo depois desaparecido. Apenas deixou rasto nos sistemas imunitários de pessoas que com ele conviveram. Concretamente nas células B com memória imunológica que produzem anti-corpos IgG específicos, não se sabendo se também nas células T (CD4 e CD8) com idêntica memória - ambos os tipos, B e T, na origem da imunidade de longo termo.



    Conclusão preliminar: quando se fala em diminuição de concentrações de anti-corpos para justificar repetidas doses da vacina, haja alguém que vire o bico ao prego e fale antes em células B e T com memória imunológica, porque é disso que se devia falar e não de anti-corpos; os anti-corpos diminuem naturalmente ao longo do tempo na ausência de exposição ao agente; caso assim não fosse o nosso sangue seria uma pasta; chega de omissões e manipulações para ignorantes.


    (continua se continuar, que meias-verdades, verdades irrelevantes, omissões, manipulações e propaganda geradoras de lucro à custa da ignorância alheia causam-me dano) 

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  5. Adivinha-se que, a seu tempo, esse ajuste de contas virá a ser feito. Terão de ser pedidas responsabilidades tanto a governos como (no nosso caso) também ao "jornalismo amigo" e bajulador que se fez eco da voz do dono, prestando-se a uma propaganda sistematizada das mais sórdidas, com vista a influenciar opiniões, manipular emoções e filtrar as atitudes mais "lisonjeiras" que favorecessem o governo, indo ao ponto de aplicar o "cancelamento" e a censura quando a acharam necessária. Com total descaramento e impunidade.  Nunca se tinham vivido tempos como estes em democracia.
     

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  6. Vasco Silveira,
    já o escrevi: bem se nota a sua boa educação. O que não o impede de dizer aquilo que acha ser importante. O que tem um nome: rectidão.

    Hoje escrevo só para lhe dizer «que muito saboroso» 'post'.
    Cumprimenta

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  7. O virar agora o bico ao prego é compreensível:

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