Pelo que me foi dado ver, Marcelo Rebelo de Sousa fez um bom discurso, agregador e motivador – requintado até, do ponto de vista literário. Mas o discurso e a festa da aclamação – um ritual de renovação muito ansiado por conta das tensões sociais vividas nos últimos seis anos de brutal ajustamento - é a parte mais fácil. Uma economia extremamente débil, uma dívida astronómica, as idiossincrasias do semipresidencialismo e a perniciosa forma de organização do nosso Estado, são factores que a breve trecho irão contaminar o mandato. As coisas são o que são, não há D. Sebastião que nos salve, e rapidamente os portugueses voltarão sentir falta duma figura unificadora que os represente no topo da pirâmide, como primo inter-pares.
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Espera sentado.
ResponderEliminarD. Sebastião era rei e não fez grande coisa por Portugal.
ResponderEliminarSe fosse eleito talvez não tivessem votado nele. E não teria deixado um problema de sucessão, de certeza.
Os DDT (grupo humorístico) toparam atempadamente o tom desta nova presidência: uma coisa assim a dar apara os banhos de multidão mais ruptura de protocolo mais afectos. Muitos afectos.
ResponderEliminarNão esperava que começasse a enjoar tão cedo.